ORGANIZAÇÃO DESPORTIVA

 

Organização Desportiva

e

Esquemas de Competição

* Sumário

 

I    - Introdução

II   - Entidades

III  - Confecção de Projeto

IV - Organização de Esquemas de Competição

 

I – Introdução

A pretexto de orientar aos postulantes à faixa preta, e, contribuir com os graduados antigos, é que eu elaborei esta cartilha de Organização Desportiva e Esquemas de Competições de forma a tornar a matéria esclarecedora e prática.

Á muito tempo pude observar que alguns organizadores apresentam carência no assunto Organização Desportiva e Esquemas de Competições.

Naturalmente os colegas mais antigos apresentarem mais familiaridade e formados em Educação Física, entretanto, até esses se ressentem de uma bibliografia capaz de ajudar na matéria.

Exatamente por esse motivo acredito que este trabalho poderá contribuir de forma positiva, até mesmo para aqueles que já possuam larga experiência em competições.

 

II – Estrutura Organizacional das Entidades.

 

III – Confecção de um Projeto

PLANEJAMENTO DE MARKETING

a. -) Estudo do projeto

*  Criação da idéia

*  Objetivo

*  Target  (Público Alvo)

*  Nome

*  Viabilidade

*  Local

*  Participantes

*  Custos

*  Patrocinadores

*  Data

 

b. -) Autorização (Entidades):

*  Ofício p/ órgãos responsáveis (F.K.E.R.J., C.B.K., Sec. Esportes, Clube etc.), aguardar OK.

*  Definição da data.

*  Convite aos participantes (informal e formal).

 

c. -) Infra-estrutura:

*  Local (condições)

*  Premiação (modelo e custo).

*  Técnica (arbitragem, controle, etc.).

 

d. -) Divulgação:

*  Contratação de Assessoria de Imprensa.

*  Contato direto com a Imprensa.

*  Confecção e distribuição de cartazes e folhetos (Assoc., Clubes e entidades).

 

e. -) Projeto:

01 – CAPA

*  Nome

*  Logotipo

02 – SUMÁRIO

I      - Introdução

II     - Histórico do Karate (Nacional, Internacional, Estadual e o seu)

III    - Arquivo e mídia (Jornais, fotos, artigos, TV e etc.,.)

IV    - Objetivos do evento.

V     - O evento

VI    - Justificativa

VII   - Estratégia de comunicação

VIII - Target

IX   - Responsabilidades

X    - Benefícios do Patrocinador.

XI   - Planejamento e custo

 

IV - ORGANIZAÇÃO E ESQUEMAS DE COMPETIÇÃO

A COMPETIÇÃO

Uma competição pode dividir-se em dois tipos: torneio e campeonato.

Torneio é uma competição de caráter puramente eliminatório, com tempo relativamente curto, já o campeonato, os concorrentes enfrentam-se no mínimo uma vez, em tempo mas prolongado.

Os dois tipos de competição são disputados por alguns processos, divididos da seguinte forma:

1. Torneio â processo de eliminatória, simples, consolação (1o e 2o tipo), dupla e Bagnall-Wild.

2. Campeonato â processo de rodízio, simples, duplo, em séries e lombardo.

Obs.: destacaremos os processos de eliminatórias e rodízio simples.

 

1. Eliminatória Simples

1o caso: quando o total de concorrentes é um número potência de 2, formulamos a chave de forma que todos confrontem-se na primeira rodada, os que sobrarem como vencedores jogarão entre si até o confronto final.

2o caso: quando o total de participantes não é uma potência de 2, deixaremos um certo número de concorrentes ou equipes fora da primeira rodada, desta forma possibilitando que haja um número de participantes igual a uma potência de 2 na fase seguinte. Daí então, segue-se à competição até o final. Exemplo:

Normas a seguir:

1-) Potências de 2: 2, 4, 8, 16, 32, 64, 128, 256.....( 21, 22, 23, 24, 25, 26, 27 )

2 -) O modo de se determinar os isentos: diminui-se a potência dois (2)

imediatamente superior ao número de participantes. Exemplo: Se a competição

tem 7 concorrentes, a potência de 2 superior a 7 será 8. Para encontrarmos os isentos da primeira rodada diminuiremos 8 de 7. Teremos então, 1. Teremos uma competição com 7 concorrentes sendo que 1 estará de fora da primeira rodada.

3 -) Sempre deveremos distribuir os isentos equilibradamente no início e final da chave, quando o número for ímpar, deveremos colocar um a mais no final da chave.

4 -) Fórmula para achar o número total de confrontos no processo eliminatório simples

NJ = no de jogos

NC = no de competidores

 

O processo de eliminatória simples apresenta duas vantagens:

1-) Desenvolve-se em curto período;

2 -) Permite a utilização de instalações limitadas.

Algumas desvantagens do processo de eliminatória simples:

1 -) Eliminação de um concorrente sem uma Segunda oportunidade;

2 -) Nem sempre o campeão é tecnicamente o melhor participante.

 

2. Eliminatória Consolação

Disputa-se através de dois tipos de competição:

1o Tipo: A equipe derrotada uma vez tem direito a uma segunda oportunidade, objetivando uma melhor colocação (campeã da consolação). A disputa é apenas entre os concorrentes derrotados na primeira rodada.

2o Tipo: Todas as equipes derrotadas na competição disputam torneios entre os perdedores de cada rodada. O vencedor ganha o título de vice-campeão da competição.

Normas básicas:

1 -) Os perdedores da primeira rodada e os perdedores da Segunda, que tenham ficado isentos da primeira, deverão participar da consolação;

2 -) Equipes isentas na primeira rodada da chaves dos vencedores, derrotadas na Segunda rodada, não poderão ficar isentas outra vez, em se tratando da consolação 1o tipo. Neste caso, os isentos serão os competidores que se encontrem mais próximo do meio da chave.

3 -) Na eliminatória consolação 2o tipo, deixa de prevalecer a norma anterior. Trabalha-se realmente com os perdedores de cada rodada;

4 -) Pode-se disputar em chave única ou separadas.

Exercício:

1)      Montar uma competição com 8 concorrentes, 2o tipo.

2)      Montar uma competição com 12 concorrentes, 2o tipo.


* 3. Eliminatória Dupla

Semelhante à eliminatória consolação 2o tipo, porém permite aos concorrentes derrotados apenas uma vez, lutar pelo título de campeão com o primeiro colocado na chave dos vencedores. É um processo em que o concorrente só é eliminado da competição caso perca duas vezes. Dentre os processos eliminatórios, é o mais justo.

A eliminatória dupla, a exemplo da consolação, fundamenta-se na eliminatória simples e, a exemplo desta, estabelece o número de jogos, antes de a competição se realizar, através da aplicação de duas fórmulas:

 

4. Eliminatória Bagnall-Wild.

Processo empregado para determinar, de forma justa, o segundo e terceiro colocados na competição.

Iniciando-se uma eliminatória simples, monta-se a chave dos vencedores, para determinar o campeão da competição. Em seguida, organiza-se um torneio entre os derrotados diretamente pelo campeão, a partir do primeiro confronto, para determinar o segundo colocado. O terceiro colocado será encontrado através de uma disputa entre os perdedores diretos do segundo colocado, a partir do primeiro confronto.

 

5. Eliminatória Dupla

  1. Rodízio Simples

É o processo onde todos os concorrentes jogam entre si uma vez. É um campeonato disputado durante um só turno. Há que se Ter tempo disponível pois a competição será de longa duração.

Neste processo, encontra-se o número de disputas, utilizando a seguinte fórmula:

Quando o número de concorrentes é par, o rodízio simples desenvolve-se do seguinte modo: relacionam-se os concorrentes em duas colunas verticais, colocando-se, através de sua denominações, um de frente para o outro. Um deles, o primeiro da coluna da esquerda, será o elemento fixo. Inicia-se desta forma a 1a rodada. Para darmos seqüência, basta iniciar-se a rotação de todos os concorrentes – fora o concorrente que é fixo – girando no sentido inverso do relógio, anti-horário, seguindo desta forma até que ocorra o confronto entre todos.

Para calcular o número de rodadas basta proceder da seguinte forma:

-          número de concorrentes par; número de rodadas será um (1) a menos do que o número de concorrentes. Ex.: 8 concorrentes, 7 rodadas.

-          Número de concorrentes ímpar; número de rodadas será igual ao número de concorrentes. Ex.: 9 concorrentes, 9 rodadas.

Fórmula do rodízio simples:

Oito (08) concorrentes:

6. Considerações Finais

Sempre que se for realizar uma competição por idade, é importantíssimo, levar-se em consideração o ano de nascimento e não a idade, exemplo;

Nascidos em 1990, completarão oito anos em 1998.

Nascidos em 1989, completarão nove anos em 1998, neste caso, mesmo que o atleta ainda não tenha feito aniversário, ou seja, ainda esteja com oito anos no dia da competição, é considerado da faixa etária de nove anos.

Considero esse assunto como o mais importante na hora de organizar competições para crianças, observando-se ainda, que em certas faixas-etárias é importante o critério de altura.

Espero que este trabalho tenha e possa contribuir para o trabalho de meus colegas Karatecas.

OSS

Prof. Carlos Augusto Soares

CREF1/RJ:4703/P

5o DAN

Diretor Técnico do K.C.P.